Alugar apartamento em Santos por temporada morando em SP

Mora em São Paulo e tem apartamento em Santos? Compare 5 formas de alugar por temporada à distância, com custos, condomínio, impostos e uso próprio.

Dá para alugar seu apartamento em Santos por temporada morando em São Paulo, desde que alguém resolva localmente o que não se resolve pelo celular: entrega de chaves, faxina entre hóspedes, manutenção e atendimento a qualquer hora. As opções vão de fazer tudo sozinho à distância até contratar uma administradora de aluguel por temporada em Santos, passando por amigo, zelador, coanfitrião e imobiliária. A escolha certa depende de quantas reservas você quer receber, de quanto pretende usar o imóvel e de quanto do seu tempo está disposto a gastar.

Se ainda está decidindo se vale a pena alugar, comece pelo texto sobre o que fazer com o apartamento vazio em Santos. Este guia é para quem já decidiu, mora na capital, usa o imóvel alguns fins de semana por ano e precisa de uma gestão à distância que funcione sem descer a serra a cada reserva.

O que complica a gestão à distância: serra cheia e imprevistos

No papel, a distância é pequena. Santos fica a cerca de 70 km da capital, segundo o portal Visite São Paulo. Sem trânsito, a descida é rápida.

O detalhe é que os dias em que o apartamento mais rende são os dias em que a estrada fica pior. A Ecovias projetou entre 329 mil e 506 mil veículos descendo para a Baixada Santista entre 30 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026, segundo o Diário do Grande ABC. Em 30 de dezembro de 2025, às vésperas do Réveillon, a concessionária informou mais de 30 km de lentidão no Sistema Anchieta-Imigrantes rumo ao litoral, como noticiou a Tribuna de Jundiaí.

Some a isso os imprevistos típicos da temporada:

  • o hóspede chega e não consegue pegar a chave;
  • o chuveiro queima num domingo à noite;
  • um vazamento chega ao apartamento do vizinho de baixo.

Nenhum é grave sozinho, mas todos exigem alguém fisicamente em Santos, e rápido.

Exemplo hipotético: sábado de feriado, um hóspede sai às 11h, o próximo chega às 15h e a diarista avisa às 9h que não vai conseguir ir. De São Paulo, você tem cerca de duas horas para achar outra pessoa e liberar o acesso dela ao prédio, e a faxina inteira ainda precisa caber nas quatro horas entre a saída e a entrada. Descer a serra nesse dia, com a estrada cheia, dificilmente resolve.

Gestão à distância: cinco formas de operar o apartamento em Santos

Vão do modelo em que você faz tudo ao modelo em que você quase não é acionado.

1. Fazer tudo sozinho, de São Paulo

Você cuida do anúncio e das mensagens, instala uma fechadura eletrônica ou um cofre de chaves e mantém uma diarista de confiança em Santos. Funciona para quem quer poucas reservas por ano e vai a Santos com frequência.

Pontos de atenção:

  • você vira o atendimento 24 horas, inclusive nos dias de trabalho;
  • depender de uma única diarista é arriscado: se ela faltar, não há quem cubra; e a manutenção à distância depende de achar prestador e liberar acesso sem ver o serviço;
  • anunciar em vários sites sem uma ferramenta de gestão de canais aumenta o risco de reserva duplicada: segundo a central de ajuda do Airbnb, o calendário importado de outros sites é atualizado automaticamente a cada três horas.

2. Amigo, parente ou zelador do prédio

Alguém de confiança que mora perto entrega a chave e dá uma olhada no apartamento. Funciona com reservas esporádicas e com uma pessoa que tenha disponibilidade real, não só boa vontade.

Pontos de atenção: é informal e não há substituto quando a pessoa viaja ou adoece; a parte online (anúncio, preço, mensagens) continua com você; e o zelador trabalha para o condomínio, o que pode gerar atrito com o síndico.

3. Coanfitrião do Airbnb em Santos

O coanfitrião é uma pessoa que ajuda a gerenciar o seu anúncio. O Airbnb lançou a Rede de Coanfitriões em 16 de outubro de 2024, em dez países, incluindo o Brasil, e informou que os coanfitriões da rede tinham avaliação média de 4,86, segundo o comunicado oficial da plataforma.

Você escolhe o nível de permissão: acesso completo, acesso ao calendário e às mensagens, ou apenas ao calendário, conforme o guia do Airbnb sobre permissões de coanfitriões. A remuneração é combinada entre as partes, e cada coanfitrião define o próprio valor; segundo o ABC do ABC, na fase de testes da rede a média ficou entre 15% e 25% do valor do aluguel. Funciona para quem quer alguém local cuidando principalmente do Airbnb e aceita acompanhar de perto.

Pontos de atenção:

  • o escopo varia: confirme por escrito quem faz e quem paga faxina, lavanderia e manutenção, e quem cobre quando o coanfitrião estiver indisponível;
  • o anúncio continua sendo seu, assim como a responsabilidade perante hóspedes e condomínio.

4. Imobiliária tradicional

A imobiliária anuncia o imóvel e fecha um contrato de locação para temporada. Pela Lei do Inquilinato, essa locação é destinada à residência temporária do locatário (lazer, cursos, tratamento de saúde, obras no próprio imóvel e situações parecidas), tem prazo de até 90 dias e, em imóvel mobiliado, o contrato precisa descrever os móveis e utensílios e o estado em que se encontram (art. 48 da Lei 8.245/1991). Funciona para quem prefere um único inquilino por mais tempo, como uma família que passa janeiro na praia.

Ponto de atenção: o modelo de uma imobiliária tradicional costuma ser pensado para contratos longos, não para vários check-ins por semana, preço por noite e mensagem de hóspede à meia-noite. Pergunte especificamente como ela opera estadias curtas.

5. Administradora especializada em temporada

Uma empresa assume a operação inteira: anúncio, preço, atendimento, check-in, faxina, enxoval, manutenção e prestação de contas. Funciona para quem quer o apartamento recebendo hóspedes o ano todo sem ser acionado.

Pontos de atenção: existe uma comissão (na ÍZI Stays, de 15% a 25% sobre as diárias efetivamente reservadas, sem mensalidade, com uma taxa de adesão para cobrir visita, fotos e criação dos anúncios); você abre mão de parte do controle do dia a dia; e vale escolher bem, perguntando sobre equipe local, relatórios e saída do contrato. Esse percentual não se compara diretamente ao do coanfitrião, porque o escopo é outro. Veja também quanto custa terceirizar a gestão do aluguel por temporada.

Qual modelo para qual proprietário:

  • poucas reservas por ano e vai a Santos com frequência: fazer sozinho;
  • reservas esporádicas e alguém de confiança com tempo livre: amigo ou parente;
  • quer alguém local para o Airbnb e topa acompanhar de perto: coanfitrião;
  • prefere um único inquilino por semanas: imobiliária, com contrato de temporada;
  • quer reservas o ano todo sem ser acionado: administradora especializada.

O que checar no condomínio antes de anunciar

Na prática: se a convenção do seu prédio define as unidades como exclusivamente residenciais, o aluguel por temporada por plataformas pode ser barrado, a menos que uma assembleia o autorize.

Segundo notícia do Superior Tribunal de Justiça de 17 de setembro de 2026, a Segunda Seção já havia entendido que a convenção que estabelece destinação exclusivamente residencial basta, sem precisar proibir expressamente, e que eventual autorização depende de assembleia com quórum de dois terços dos condôminos. O tema voltou a julgamento como recurso repetitivo (Tema 1.443), e os processos sobre o assunto estão suspensos em todo o país.

Os detalhes estão no texto sobre as regras de condomínio para aluguel por temporada em Santos. Antes de anunciar, confira:

  • convenção: o que diz a cláusula de destinação das unidades (se fala em uso exclusivamente residencial) e se há menção a hospedagem ou locação de curta duração;
  • regimento interno: regras para visitantes, uso de piscina, churrasqueira e garagem;
  • portaria: como o prédio quer receber o cadastro dos hóspedes e quem vai enviá-lo quando você estiver em São Paulo;
  • acesso: se há regra sobre troca de fechadura ou instalação de cofre de chaves.

Como continuar usando o apartamento nos seus fins de semana

Alugar não significa abrir mão do imóvel. No Airbnb, o anfitrião bloqueia noites direto no calendário do anúncio, como mostra a central de ajuda da plataforma; na ÍZI Stays, você bloqueia as datas que quiser usar pelo app do proprietário. Algumas regras ajudam:

  • bloqueie cedo as datas que importam: Réveillon, Carnaval e férias de janeiro costumam ser os períodos mais disputados por quem desce de São Paulo (veja o movimento nas estradas citado acima), e uma reserva confirmada precisa ser honrada;
  • deixe o resto aberto: o fim de semana espontâneo funciona quando o calendário está livre, mas não passa na frente de uma reserva feita;
  • mantenha um inventário: ajuda na conferência entre hóspedes, e a descrição dos móveis é exigida no contrato de temporada de imóvel mobiliado.

Custos e impostos: o que entra na conta

Os custos fixos continuam: condomínio, IPTU e internet. A eles se somam faxina, lavanderia, consumo de água, luz e gás, reposição de itens, manutenção, as taxas das plataformas e a remuneração de quem opera (coanfitrião ou administradora). Para ver a receita que costuma pagar essa conta, veja quanto rende um Airbnb em Santos em 2026.

A receita do aluguel é rendimento tributável. A Receita Federal define o carnê-leão como o imposto sobre a renda mensal de pessoa física residente no Brasil recebida de outra pessoa física ou do exterior, com pagamento até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento. O que pode ser deduzido e o que mudou em 2026 estão no nosso guia de tributação do aluguel por temporada, e dá para simular o valor mensal na calculadora de carnê-leão.

Como funciona a gestão à distância da ÍZI Stays em Santos

Na gestão de aluguel por temporada em Santos da ÍZI Stays, quem mora em São Paulo não precisa estar na cidade para o dia a dia. O serviço inclui:

  • anúncio em vários canais, como Airbnb, Booking, Decolar e Vrbo, com calendários sincronizados;
  • precificação dinâmica, que acompanha feriados, alta temporada e meio de semana;
  • atendimento ao hóspede 24 horas, todos os dias;
  • check-in, faxina, enxoval, lavanderia e manutenção entre uma estadia e outra;
  • verificação de identidade dos hóspedes e cobertura contra danos, pela plataforma ou por caução pré-autorizada;
  • relatório no app, com faturamento, custos e repasse duas vezes por mês;
  • contrato sem fidelidade, respeitando as reservas já confirmadas.

Depois da conversa inicial pelo WhatsApp, o onboarding (visita, fotos profissionais e anúncios em todas as plataformas) leva de 7 a 14 dias.

Temos gestão completa com time local no Gonzaga, Boqueirão, Ponta da Praia, José Menino, Aparecida, Embaré e Centro, e gestão remota em São Vicente, Guarujá, Praia Grande e Bertioga. Também operamos em São Paulo.

Passo a passo para começar sem sair de São Paulo

  1. Defina suas datas de uso para os próximos 12 meses e bloqueie as que forem certas.
  2. Leia a convenção e o regimento interno e converse com o síndico.
  3. Escolha o modelo e combine o acompanhamento: que relatório você recebe, com que frequência e quem acionar em caso de problema.
  4. Prepare o apartamento: enxoval completo, cozinha equipada e inventário dos móveis e utensílios.
  5. Resolva o acesso: fechadura eletrônica, cofre de chaves ou portaria, sempre de acordo com o prédio.
  6. Organize a parte financeira e fiscal: conta para receber, controle de despesas e carnê-leão.

Perguntas frequentes

Dá para alugar apartamento em Santos por temporada morando em São Paulo?

Sim. Você só precisa de alguém em Santos para chave, faxina, manutenção e imprevistos: uma diarista de confiança, um coanfitrião ou uma administradora, conforme quantas reservas quer receber e quanto tempo tem.

Quanto custa ter alguém cuidando do apartamento em Santos enquanto moro em São Paulo?

Depende do escopo. Na ÍZI Stays, a comissão varia de 15% a 25% sobre as diárias efetivamente reservadas, sem mensalidade, com uma taxa de adesão no início. Coanfitriões definem o próprio valor; segundo o ABC do ABC, na fase de testes da rede do Airbnb a média ficou entre 15% e 25% do valor do aluguel, com escopo que varia caso a caso.

Qual a diferença entre coanfitrião e administradora de temporada?

O coanfitrião costuma ser uma pessoa que ajuda a gerenciar o seu anúncio, com permissões que você define na plataforma. A administradora é uma empresa com equipe que assume a operação inteira, em vários canais, incluindo faxina, manutenção e prestação de contas. Na ÍZI Stays, por exemplo, o anúncio é criado e operado na conta da própria ÍZI, e não como coanfitriã na conta do proprietário. Nos dois casos, confirme por escrito o que está incluído.

Consigo usar o apartamento nos fins de semana e alugar no resto do tempo?

Sim. Você bloqueia no calendário as datas que quer usar e o restante fica disponível. Bloqueie cedo datas como Réveillon e Carnaval, porque uma reserva confirmada precisa ser honrada.

O condomínio pode proibir o aluguel por temporada em Santos?

Pode, dependendo da convenção. Para a Segunda Seção do STJ, a cláusula de destinação exclusivamente residencial basta para restringir, mesmo sem proibição expressa, e a autorização depende de assembleia com quórum de dois terços dos condôminos. O tema está em julgamento como repetitivo (Tema 1.443), com os processos suspensos no país.

Preciso pagar imposto sobre o aluguel por temporada?

Sim, é rendimento tributável. Quando a renda vem de pessoa física ou do exterior, o imposto é recolhido pelo carnê-leão até o último dia útil do mês seguinte, segundo a Receita Federal.

Seu apartamento em Santos pode render sem você descer a serra

Morar em São Paulo não obriga você a escolher entre deixar o apartamento de Santos fechado e virar plantonista de fim de semana: com o modelo certo, ele recebe hóspedes quando você não está lá e fica livre nas datas da sua família.

Se você quer entender qual desses caminhos faz sentido para o seu apartamento, conheça a nossa gestão de aluguel por temporada em Santos ou fale com a gente pelo WhatsApp no botão abaixo. A conversa é sem compromisso: a gente entende como você usa o imóvel hoje e mostra as opções.